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UM CRITÉRIO PRA SE DECIDIR

    És capaz de pensar por si próprio? Esse é o lema do iluminismo.
Movimento pautado num projeto técnico, cultural e humano que surgiu entre o século XVII E XVIII. Esta fase­­ (séculos de iluminação), é caracterizado pela ruptura com o modo de viver e pensar da idade média (do sistema feudal), fazendo uso da cultura, da ciência, da arte e da filosofia, incita a volta de preocupações do ser humano “com o individuo”, e de formas e modelos políticos e sociais á luz da razão. A racionalidade iluminista formou novos valores éticos morais e modelos de percepção e apreensão do mundo: objetivo /subjetivo.
     A sensibilidade e o subjetivo foram substituídos pelo conceito, fórmula, regra, probabilidade e objetivação. O que levou a ruína progressiva da moralidade, da educação, do sujeito como ser (ente) e consciente, das organizações autônomas e orgânicas da sociedade, que se expandiram com os avanços do cientificismo tecnológico nos fins do século xix e xx.
     Com a instrumentalização do mundo, a natureza e a vida perde seus valeres intrínsecos, passando a ser racionalizada - como instrumento – dentro de uma “máquina”, idéia mecanicista herança dos primeiros iluministas.
     O problema não é a razão-técnica ou a ciência em si, mas os usos sociais indevidos e os fins antiéticos. O que devemos postular são um projeto de um novo saber e racionalidade, com base na ética ambiental.
O antropocentrismo é uma concepção em que o homem é o centro das perspectivas epistemológicas e de todo entendimento. Nasceu na idade moderna pra contra por a visão teocêntrica medieval, que colocava Deus no centro do conhecimento do mundo. Presente no modelo judaico-cristão: “crescei e multiplicai, enchei a terra e submetei-a. Dominai... sobre os peixes, as aves, os animais e as plantas (Gn 1.28)-dominaram as perspectivas intelectuais e cientificas a partir do século de iluminação, desvalorizando outras espécies vivas na biosfera.
Renè Descartes, iluminista e pai da filosofia moderna proclamavam a tendência que abriu margem para a submissão e exploração da natureza a serviço das necessidades humanas. Declarava: somos mestres e possuidores da natureza.
Biocentrismo são um conceito e também um movimento filosófico, que se opõe ao antopocentrismo. Desloca o homem como o centro das perspectivas de conhecimento e de visão de mundo e coloca todas as manifestações vivas em condição de igual importância, retirando da sociedade humana o status de superioridade. Assim, não existem divisões entre homens e ambiente, pré-requisito básico para uma construção de uma nova ética sócio-ambiental.
Especismo é um conceito, pouco conhecido, que se baseia na diferenciação da espécie, hierarquizando seus interesses.  Associando-se a prática antropocêntrica, é muito comum nas sociedades ocidentais capitalistas, em que os interesses humanos sobrepõem-se sobre a vida dos animais: experimentação em laboratórios, rodeios, granjas de sistema intensivo e etc. Dadas a isso, determinadas espécies foram tratadas conforme interesses e caprichos dos homens, por essa ótica os animais foram usados como propriedades do homem, o que durante anos causou maus tratos e desequilíbrio em varias espécies.
   E agora, qual caminho escolher?

Por Vanderlei Da Silva (auau)

 
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